Seleção Brasileira de halterofilismo ‘entra no clima’ dos Jogos de Tóquio ao treinar ao lado de adversários em local de disputas

O halterofilista Ailton Bento de Souza ergue barra durante treino da Seleção Brasileira em Tóquio
Ale Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo paralímpico, que já está instalada na Vila desde a última quinta-feira, 19, já tem realizado treinos de maneira frequente no Fórum Internacional de Tóquio, local que ocorrerão as disputas da modalidade nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que começam na próxima terça, 24.

Sete halterofilistas do país já levantaram as barras de supino, ao menos, dois dias desde que chegaram à capital japonesa. No entanto, as atividades estão sendo realizadas somente em um espaço voltado para treinos dentro do complexo. O palco onde serão feitas as exibições nos Jogos só será liberado para a competição oficial.

Mesmo assim, para os atletas paralímpicos do Brasil, isso não faz muita diferença. Para eles, o fato de conviver no mesmo ambiente que seus adversários dos Jogos nos treinos tem sido mais relevante para “entrarem no clima” do megaevento paradesportivo.

“Ficamos mais preparadas [ao vir treinar no local das disputas], dá ainda mais vontade de competir com as adversárias. Ontem mesmo eu vi a campeã da minha categoria treinando aqui do nosso lado, foi muito legal. Então, com certeza, já entramos no clima dos Jogos”, afirmou a paulista Mariana D’Andrea, líder do ranking mundial na categoria até 73kg.

Para a atleta, que possui nanismo e começou na modalidade em 2015, a “ficha caiu” quando ela entrou na Vila Paralímpica e viu mais um sonho ser realizado.

“Chego superpreparada [para os Jogos de Tóquio]. Treinei e me dediquei bastante nestes cinco anos do ciclo [paralímpico]. Estou me sentindo muito bem”, completou Mariana, que conquistou um ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, entre outras medalhas em Mundiais.

O Fórum Internacional de Tóquio, local das disputas do halterofilismo nos Jogos, é um centro de convenções e de exposições de artes em Tóquio. O complexo fica localizado no distrito de Marunouchi e tem ligação direta com a estação de Yurakucho de trem e metrô.

“O que estamos vivendo aqui, de treinar próximo aos atletas de outras nações, é vivenciar a competição todos os dias. De vez em quando, aparece um adversário seu e vê você treinando e vice-versa. Já começamos a um analisar o outro, ver quem está melhor, o que faz o nosso psicológico entrar de vez nos Jogos”, analisou o potiguar João França Júnior, da categoria até 49kg.

“Estou maravilhado [com a Vila]. É uma cidade, a acessibilidade, a atenção das pessoas com os atletas, a diversidade de comida do refeitório, conseguimos manter o equilíbrio da nossa dieta. É a minha primeira vez em Jogos Paralímpicos e consegui sentir o quanto é um auge de um atleta como este evento”, finalizou o halterofilista que nasceu com artrogripose, doença que comprometeu o movimento de suas pernas.

Patrocínio
A delegação brasileira e o halterofilismo têm o patrocínio das Loterias Caixa.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta João França Júnior é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 69 atletas.

Time São Paulo 
A atleta Mariana D’Andrea é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 57 atletas de 11 modalidades.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro