Test-Drive Jeep Renegade

Jeep Renegade. Desejo e emoção ao seu alcance… Existem algumas marcas de automóveis que trazem consigo um DNA diferente. Carregam uma história, emoção, sonhos, desejos… mitos, lendas, fama, estilo, tradição. Assim é com a Jeep.

A marca surgiu há 74 anos nos EUA para veículos de guerra, e conquistou o coração dos amantes mais aventureiros das máquinas de quatro rodas.

Hoje a Jeep faz parte do Grupo FCA – Fiat Chrysler Automobiles, composto, dentre outras empresas, pelas marcas: Fiat, Chrysler, Jeep, RAM e Dodge. Por ser um Jeep, muitos no Brasil acham que o Renegade é importado, mas não é. O modelo é um lançamento mundial da marca para a categoria dos SUVs compactos e é fabricado no Brasil, na única planta exclusiva Jeep fora dos EUA. A fábrica brasileira fica na cidade de Goiana/PE, em pleno litoral pernambucano, e mudou a realidade da região com sua chegada, levando progresso e empregos à população.

Em mais uma parceria direta com a montadora – como sempre faz e com pioneirismo, há 18 anos – a Revista Reação traz aos leitores, em primeira mão no segmento, uma matéria especial de Test-Drive com o novo “xodó” dos consumidores de automóveis em todo Brasil, sejam eles pessoas com deficiência ou não.

Nossa equipe exclusiva e especializada, ficou com um modelo 1.8 – Flex – automático, cedido pela fábrica, por 30 dias. O carro foi testado e aprovado, tanto pelos nossos técnicos como por usuários com deficiências e familiares, convidados pela Revista Reação para realização dos testes.

Então, a partir de agora, vamos conhecer e saber mais sobre o modelo recém lançado e que já é o maior sucesso da indústria automobilística nacional no momento: o Jeep Renegade !

 

O carro

O Renegade tem a “cara” da Jeep. Isso por si só já dá ao modelo uma nota máxima em design e estilo, caindo no gosto do consumidor, que vê nele um sinônimo de liberdade, robustez, força e principalmente, confiança.

Ele está na categoria dos SUVs compactos, mas dá no primeiro olhar, pelas suas linhas retas e meio “militares”, a impressão de ser grande: 4,23 de comprimento, 1,79 de largura e 1,70 m de altura.

O Jeep Renegade é comercializado nas versões Flex (motor 1.8 e câmbio automático de 6 marchas e tração 4 x 2), esse testado por nós na versão Longitude, e o Diesel (motor 2.0 turbo – câmbio automático de 9 marchas e tração 4 x 4). Ambos custam mais que o limite de R$ 70 mil que dá isenção total na compra por pessoas com deficiência ou familiares, mas dão direito à isenção do IPI, que no caso do Diesel é bastante vantajosa (25%). São modelos aparentemente iguais, porém, bem diferentes no dirigir no que diz respeito à potência. Existe uma versão abaixo dos R$ 70 mil, mas com transmissão mecânica/manual de 5 marchas.

 

Conforto, dirigibilidade, espaço interno, acessibilidade e transferência

Logo que se entra no Jeep já se percebe que o modelo tem mesmo um objetivo diferenciado. O espaço interno é muito bom para o motorista e o passageiro… excelente até ! Já os ocupantes do banco de traz, dependendo do tamanho das pernas, vão sofrer um pouquinho.

Para quem usa cadeira de rodas, tem uma certa independência e costuma dobrá-la ou desmontá-la, transportando-a dentro do carro, no Jeep essa operação é perfeitamente possível e tranquila. Assim como a transferência do cadeirante, tanto da cadeira para o carro quanto do carro para a cadeira. O Renegade é mais alto que a cadeira de rodas, dando total segurança para o cadeirante que transfere o seu peso apoiando totalmente no carro para entrar nele (ponto fixo), assim como também, a cadeira de rodas ficando num nível mais baixo do que o carro, facilita o desembarque do cadeirante (cadeira é um ponto móvel) tornando a operação também confortável e segura. Para quem se utiliza de muletas, bengalas ou andadores, ou mesmo idosos ou pessoas que tem dificuldades para dobrar os joelhos ao entrar no carro, ou com mobilidade reduzida de forma geral, no Renegade, por ele ser um modelo SUV e mais alto em relação ao solo, essa operação é tranquila e confortável. Aliás, esse é um ponto alto do modelo da Jeep, sem dúvida nenhuma: o conforto !

Uma vez no interior do carro, o motorista tem tudo à mão. Todos os comandos, bem como o câmbio, ficam muito bem posicionados. Para os que gostam de “trocar marchas”, sentindo mais o carro, o Renegade oferece a opção da borboleta atrás do volante. Ele possui direção elétrica, sensores de aproximação por todos os lados do caarro e câmera de ré com tela no painel multimídia, o que facilita demais nas manobras e estacionamento. O acabamento interno e externo é primoroso nos detalhes.
            Muito macio, tem um rodar macio e gostoso, tanto na cidade, como em vias mais esburacadas e irregulares. Na estrada é uma delícia… mesmo nas de terra. Seu sistema de suspensão independente garante estabilidade ao modelo nas curvas. No quesito segurança, ele vem com airbag duplo, freios ABS, controle eletrônico de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas.

O modelo também vem com muitos outros itens, como: teto solar, ar condicionado bi-zone, controle de velocidade, GPS, computador de bordo e vários comandos no próprio volante, que facilita demais a condução por PcD. As rodas são lindas, de liga leve e 17 polegadas. E o freio de mão/estacionamento, não tem alavanca. Fica num botão, acionado automaticamente quando o carro desligado e solto num simples toque.

Por ser um carro pesado – a lataria é muito forte e resistente – o motor 1.8 sente um pouco. É perceptível… porém, mesmo assim, o consumo de combustível é razoável para um modelo desse porte.

 

Porta-malas

Nesse quesito o modelo deixa um pouco a desejar, principalmente se o usuário do carro for um cadeirante. O Renegade é espaçoso, grande… porém, seu porta-malas não condiz muito com restante do conjunto. É relativamente pequeno (em torno de 280 a 300 litros), e posicionado num ponto que acaba dificultando para o embarque de cadeiras de rodas, que se forem dobráveis, tem que ser desmontadas para poder serem transportadas no porta-malas, com rodas e pés retirados. Caso a cadeira seja monobloco, já facilita um pouco. Alguns modelos cabem até inteiras – se colocadas no porta-malas com jeitinho – podem até ser transportadas sem ter suas rodas retiradas, apenas dobrando o encosto, ou não. Depende do modelo… Mas o que acaba acontecendo em todos os casos é que de qualquer forma, seja qual for o tipo ou modelo de cadeira de rodas, o porta-malas fica totalmente tomado, não permitindo que mais nada seja carregado ali. Uma pena, mas um detalhe totalmente superável levando em conta todo o resto de bom que o modelo oferece.