Test-Drive Onix e Novo Prisma (Automáticos)

Funcionalidade e beleza em dose dupla nos modelos da Chevrolet. Durante todo o ano de 2013, a Revista Reação, em parceria com a GM/Chevrolet, realizou e trouxe para os leitores uma série de testes realizados com praticamente toda linha da montadora, dos modelos disponíveis para a comercialização para pessoas com deficiência

Pelo menos os modelos mais procurados da marca. E encerrando este trabalho iniciado em março deste ano, trazemos para essa edição mais um teste duplo: Onix e o Novo Prisma !

Para que o teste pudesse acontecer, a montadora nos cedeu um carro de cada modelo, automático, que foi por nós encaminhado para adaptação – instalação de alavanca de freio-acelerador e pomo giratório – na Cavenaghi, tradicional empresa de adaptação com sede na capital paulista, nossa parceira nessas ações.

Vamos conhecer então, um pouco mais sobre estes dois modelos da marca que estão dando o que falar no mercado, por serem compactos e dotados de câmbio automático, seguindo uma tendência no mercado brasileiro, conquistando consumidores – com deficiência e familiares – de todos os perfis e de todas as idades:

 

Novo Prisma

O que dizer dessa repaginada que a Chevrolet deu no Prisma ? A resposta é simples: é um outro carro. Não lembra em nada o modelo anterior da marca com o mesmo nome.

Este sedan compacto, dotado de câmbio automático de 6 marchas, com linhas modernas e o traço característico de design da linha dessa nova fase da GM/Chevrolet, vem surpreendendo o mercado e a todos que o experimentam. Confortável e espaçoso, apesar de pequeno, tem seu charme.

 

Confortável, espaçoso, ágil e gostoso de dirigir

 O modelo agrada pelo seu visual moderno e belo design. É ágil e gostoso de dirigir, deixando o motorista numa posição confortável. Espaçoso internamente, tanto para o motorista como até mesmo para os passageiros do banco de traz, o Novo Prisma Automático é macio, seu motor e câmbio respondem bem – apesar do motor 1.4 ser um pouco fraco para uma transmissão automática de 6 marchas – e é relativamente silencioso. Se exigido, pisando fundo numa retomada, você nota o esforço do motor e da transmissão para acompanhar o que o motorista exige. Mas nada que prejudique o desempenho do carro, que é muito bom.

O câmbio é bem simples de manusear e não apresenta trancos nas trocas das marchas. É suave e eficiente nas retomadas e ultrapassagens. A suspensão é um pouco dura. O carro sente um as imperfeições das ruas, principalmente na traseira.

Tanto na estrada quanto na cidade, o consumo de combustível é razoável, um pouco mais puxado no Etanol quando exigido pelo motorista que gosta de uma condução mais arrojada, porém, na gasolina ele chega a ser até econômico. A posição de dirigir é boa, os comandos do painel estão muito à mão, facilitando a condução por PcD, exceto o botão redondo para acionamento de faróis do lado esquerdo abaixo no painel, que com a instalação da alavanca – adaptação – acaba ficando quase que escondido atrás do equipamento, dificultando um pouco o manuseio para aqueles que tem um pouco mais de dificuldade nos membros superiores. A visibilidade é muito boa. A inclinação acentuada do para-brisa oferece uma visibilidade fantástica. Já o vidro traseiro é pequeno e alto, devido ao design da traseira do carro, limitando a visibilidade do motorista, mas isso é compensado pelos grandes retrovisores.

 

Transferência e porta-malas 

O porta-malas do Novo Prisma é o seu ponto alto. A transferência do carro para a cadeira de rodas e da cadeira para o carro também merecem destaque tranquila. O modelo tem uma altura boa de assento e o ângulo de abertura de portas é bem satisfatório, facilitando a entrada e saída dos cadeirantes, inclusive para quem prima pela independência total e costuma desmontar a cadeira e leva-la dentro do carro. Para quem leva a cadeira no porta-malas, ele é fundo, tem uma boca grande e a tampa abre bastante. Isso é muito bom, pois o espaço permite que a caibam todos os tipos de cadeira de rodas, tanto monoblocos como as dobráveis em “x”.