Trinta e quatro brasileiros competem em Tóquio nesta noite de quarta para quinta

Ale Cabral/CPB

Atletas brasileiros de seis modalidades estarão em ação no segundo dia de competição dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. No primeiro dia do megaevento os nadadores brasileiros faturam quatro medalhas: um ouro, uma prata e dois bronzes.

O multimedalhista Daniel Dias será o primeiro brasileiro a cair na água nesta quarta-feira, 25. O nadador disputará a classificatória dos 100m livre da classe S5 de olho em uma vaga na final que será na madrugada desta quinta-feira, 26, às 5h (horário de Brasília). O nadador de Campinas já faturou o bronze nos 200m livre da classe S5, sua 25ª medalha paralímpica.

Três brasileiras nadarão os 100m livre da classe S5: a paulistana Estephany Rodrigues, a potiguar Joana Neves e a gaúcha Susana Schnarndorf. Logo em seguida, o paranaense Eric Tobera disputará os 100m livre da classe S4, o catarinense Talisson Glock e o gaúcho Roberto Alcalde cairão na água para os 200m medley (S6) e o catarinense Matheus Rheine disputará os 400m livre (S11, para cegos

A equipe brasileira disputará o revezamento 4×50 livre no fim da noite desta quarta. Daniel Dias, Joana Neves, Patrícia Pereira e Talisson Glock formarão o time. Na manhã desta quinta-feira, 26, serão realizadas as finais das provas.

Logo no primeiro dia de competições, os atletas brasileiros conquistaram quatro medalhas, todas na natação, no Centro Aquático de Tóquio. O destaque foi o paulista Gabriel Bandeira, ouro nos 100m borboleta da classe S14, com direito a recorde paralímpico. Gabriel Araújo foi prata nos 100 costas da classe S2, Phelipe Rodrigues terminou em terceiro nos 50m livre da classe S10 e Daniel Dias faturou o bronze nos 200m livre da classe S5, sua 25ª medalha paralímpica.

Goalball
Na madrugada desta quinta-feira, 26, às 1h15, a Seleção Brasileira de goalball enfrentará os Estados Unidos, vice-campeões da última edição dos Jogos, realizada no Rio de Janeiro em 2016.

O Brasil teve uma estreia arrasadora em Tóquio. Atual bicampeão mundial da modalidade, o time verde e amarelo goleou a Lituânia, campeã paralímpica nos Jogos do Rio 2016, por 11 a 2, na Makuhari Messe Hall C.

Medalha de bronze no Rio, a seleção brasileira está no Grupo A ao lado da Lituânia, dos Estados Unidos, prata em 2016, do Japão e da Argélia. O time agora encara os americanos, na próxima quinta-feira (26), às 1h15 (horário de Brasília).

Já a Seleção feminina volta à quadra na quinta-feira, às 22h30 (horário de Brasília), contra o Japão. No primeiro jogo, o Brasil acabou derrotado pelos Estados Unidos por 6 x 4. O time está no Grupo D, ao lado, também, de Turquia, Japão e Egito.

Halterofilismo

O halterofilismo fará sua estreia nos Jogos de Tóquio neste dia 26 de agosto e o Brasil terá três representantes: a mineira Lara Lima, de 18 anos, na categoria até 41kg feminina, o potiguar João França (até 49kg) e o paulista Bruno Carra (até 54kg). No dia 28, será a vez de paraibano Ailton Souza na categoria até 80kg.
Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 são um marco mundial para a modalidade, pela primeira vez o número por gênero de atletas participantes é equiparado, 90 cada.

Ciclismo de Pista
Três ciclistas estarão em ação no segundo dia de disputas dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. A primeira participação brasileira no ciclismo será na noite desta quarta será Carlos Alberto Soares no Contrarrelógio 3000m da classe C1. Aos 6 anos, o goiano foi diagnosticado com paraparesia espástica, doença que o atrapalha na locomoção. Sua perna esquerda é quase imobilizada. Antes do ciclismo, praticava o Mountain Bike. O seu primeiro contato com o esporte paralímpico foi em 2016.

O paulista Lauro Chaman vai participar de todas as provas de ciclismo em Tóquio: contrarrelógio, perseguição individual e estrada. A estreia dele no Izu Velódromo será na madrugada desta quinta-feira, 26, no contrarrelógio ao lado de André Grizante.

André foi ciclista convencional por 15 anos, de 1995 a 2010. Em 2013, sofreu um acidente de moto e lesionou o nervo cístico, que o deixou sem movimento na perna e pé esquerdos. Em 2017, voltou a treinar e foi convidado por Lauro Chaman, Soelito Gohr e Romolo, amigos que conheceu no ciclismo tradicional, a conhecer o esporte paralímpico.

Dono de duas medalhas nos Jogos do Rio 2016 – prata na estrada C5 e bronze no contrarrelógio C5 -, Lauro Chaman fará sua estreia em Tóquio com a responsabilidade de ser o principal nome brasileiro no ciclismo.
Lauro Chaman entrou no esporte paralímpico aos 22 anos. Ele nasceu com o pé esquerdo virado para trás e, após passar por uma cirurgia de correção, perdeu os movimentos no tornozelo, o que acarretou uma atrofia na panturrilha.

Hipismo
Na madrugada do Brasil desta quinta-feira, 26, será a vez do cavaleiro Rodolpho Riskalla iniciar sua jornada no megaevento na capital japonesa na disputa individual do grau IV. O paulista que mora na França é um dos dois brasileiros na equipe paralímpica de hipismo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Além de trazer na bagagem duas medalhas de prata no Mundial de Tryon, nos Estados Unidos, em 2018, ele chega à capital japonesa com sua melhor dupla: Don Henrico é um cavalo da raça Hannoveraner com 18 anos de vida, pertencia à alemã Ann Kathrin Linsenhoff, campeã olímpica do adestramento nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, portanto quinze anos antes do nascimento do animal.

Rodolpho era cavaleiro do hipismo convencional, com passagens pela equipe brasileira. Porém, adquiriu meningite bacteriana em 2015 e teve parte da mão e das pernas (abaixo do joelho) amputados. O atleta já havia acompanhado competições de paraequestre e resolveu ingressar na modalidade dois meses após sua recuperação.
Já o brasiliense Sérgio Oliva participará das disputas na noite desta quinta-feira, 27. Oliva chegou a Tóquio trazendo na bagagem a experiência de quem conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, além do título mundial em 2007.

Esgrima em cadeira de rodas
O Principal nome da Seleção Brasileira, Jovane Guissone, começa, na noite desta quarta-feira, 25, sua jornada na competição nas disputas com espada da categoria B (para atletas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio). Aos 38 anos, o gaúcho de Barros Cassal é dono da única medalha paralímpica na história da esgrima brasileira, o ouro na espada em Londres 2012.

A paranaense Carminha de Oliveira, da categoria A (para atletas com mobilidade no tronco; amputados ou com limitação de movimento), também estará em ação, nesta quarta-feira, no Makuhari Messe Hall B.

A estreia do Brasil na esgrima em cadeira de rodas nos Jogos de Tóquio foi na terça-feira, 24, com os gaúchos Vanderson Chaves e Mônica Santos, no sabre, categoria B. A dupla terminou sua participação na fase de poules (grupos) sem vitórias. Chaves fechou sua participação em 12º e Mônica em 11º.

Mônica Santos e Vanderson Chaves se destacam no florete e ainda voltam a competir em Tóquio. As disputas serão realizadas no próximo dia 27 de agosto (sexta-feira). Há ainda a competição por equipes nos Jogos Paralímpicos.

Tênis de Mesa
As qualificatórias do tênis de mesa continuam na noite desta quarta, com 10 brasileiros na disputa: Jennyfer Parinos, Luiz Felipe Manara (classe 8), Joyce de Oliveira (classe 4), Marliane Amaral (classe 3), David de Freitas (classe 3), Carlos Carbinatti (classe 10), Bruna Alexandre (classe 10), Cátia Oliveira (classe 1-2), Israel Stroh (classe 7) e Paulo Salmin (classe 7).

No primeiro dia de competições do tênis de mesa, foram quatro vitórias: Cátia Cristina (classe 2) venceu a finlandesa Aino Tapola por 3 sets a 1, David Andrade (classe 3), por W.O, derrotou o sueco Alexander Oehgren, Israel Stroth, em uma partida emocionante, bateu o japonês Masachicka Inque por 3 sets a 2 e, por fim, Danielle Rauen (classe 9) venceu a turca Neslihan Kavas por três sets a 0.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro