Vamos mais um pouquinho da nossa história?

* Por Cynthia Pereira

Isabella com quatro aninhos,ainda não andava e a ansiedade era muita.
Com apoio da Clínica Cepel, nossa princesa ia se desenvolvendo.

Cada conquista era uma alegria.

Na Emeil Cinquentenário, Eunice que a acompanhava e toda sua equipe sob direção de Mônica Gomes, iam oportunizando e  praticando ações para sua autonomia.

Minha vida era minha saúde, Isabella e família.

Nós, mães de crianças com deficiência, nos tornamos um pouco de professora, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta…enfim só não somos diplomadas.
Até aqui, a minha rede de apoio era a Clinica Cepel, Dra Lilian Albuquerque e a Emeil Cinquentenário com toda sua equipe, desde o porteiro, passando pelas meninas da cozinha, direção, enfim todos envolvidos por uma causa.
Infelizmente não tivemos família nessa trajetória para nos apoiar.  A rede de apoio familiar é importantíssima, mas tivemos outras pessoas que nos ajudaram muitoooo….
As pessoas acham que somos fortes, que não desabamos, mas isso não é verdade,desabamos sim.
Tivemos também a Fátima, professora da sala de Recursos, que nos ajudou muito.
É preciso muito amor, dedicação e  oportunidades.
Bem, hoje foi mais um pouquinho da nossa princesa.
Breve voltaremos com muito mais.
PAIS ACREDITEM NOS SEUS FILHOS. LUTEM POR ELES. AMEM MUITO E NÃO DESISTAM JAMAIS.

* Cynthia Pereira é mãe ativista. Ela escreve, quinzenalmente, para o Portal de Notícias da Revista Reação, dando sequência aos artigos.

** Este texto é de responsabilidade exclusiva de seu autor, e não expressa, necessariamente, a opinião do SISTEMA REAÇÃO – Revista e TV Reação.

“Eu e a Isa, a minha Bella. 
Nosso encontro começou em fevereiro. Primeiro a indicação, a observação na escola… um caso de amor. 
Isabella foi indicada para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em fevereiro de 2019. 
Sua mãe esteve presente e autorizou nossa relação. Essa parceria que se deu com a família foi fundamental e fundante. 
O segundo passo foi estreitado através de observações da Isabella na escola: suas interações, autonomia, seus desafios e possibilidades. 
Logo na primeira vez um jogo de crianças, uma competição entre dois grupos da turma – o grupo da minha Bella ganhou e, naquele tempo, eu nem achava que ela seria tão “minha”. 
Na escola, Isabella se virava bem. 
Subia as escadas com apoio, comia sozinha, para o banheiro precisava de certo estímulo. Participava com seus colegas de tudo que fosse proposto. 
Então, começamos a nos encontrar toda semana na sala do AEE. O registro do nome, o trabalho com as funções executivas, os jogos, as dramatizações, o imaginário… 
Vivemos um dia de cada vez e assim nosso laço foi crescendo. 
Dias de carinho, de abraço, dias de birra, de negação – dias normais, nossos dias. Também ficou evidente o desenvolvimento da Isabella: seu traçado, a memória, as estratégias utilizadas para ganhar o jogo, seu equilíbrio motor, seu sorriso maior a cada conquista. 
O ensaio para a festa de despedida da educação infantil foi emocionante. 
A festa então, nem se fala. 
Bella estava mais bela – dançou e cantou junto dos seus, fez as lágrimas rolarem junto a nós (eu e todas as pessoas que tinham Bella por perto). 
Queria a Bella por perto então a trouxe, com o consentimento da mãe, para a escola na qual atendo atualmente. 
Mas 2020 não foi tão promissor: pandemia, aula virtual. 
Isabella precisava de mais e então ela rumou para a escola particular. 
Eu não a perdi. 
Ela me ensinou muito, me fez pensar muito, me fez buscar mais e com isso, fez morada nessa minha caminhada chamada vida. 
Obrigada Cynthia por acreditar no meu trabalho, por confiar a sua filhota a mim! Obrigada Bella por me fazer diferente e melhor a cada dia!”
Professora Fátima