Vou ali…

Fui ali realizar o sonho, conhecer Salvador/BA, a cidade que mais relutei para visitar por conta da sua acessibilidade, na verdade, pela falta dela. Minhas escolhas profissionais me levaram a ela e resolvi que conheceria os lugares que fossem possíveis chegar em uma cadeira de rodas. Com uma chuva quase sempre presente, andei por  Salvador.

O táxi convencional e o UBER (quase sempre) foram os transportes escolhidos, porque embora Salvador tenha transportes adaptados para quem usa cadeira de rodas, o custo muito acima do táxi inviabilizou seu uso, infelizmente.

Meus olhos descobriram uma cidade em obras, mas ainda assim conseguimos conhecer o Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, que foi reformado, está completamente acessível, ainda representa parte da boemia soteropolitana e oferece um pôr do sol maravilhoso.

Outro lugar bom para quem usa uma cadeira de rodas é a orla da Barra. Andamos do Farol até chegar em Ondina sem muitas dificuldades e agora as mudanças estão sendo realizadas na orla de Ondina.

No Pelourinho foi lindo ouvir os alunos da Escola do Olodum, comer uma moqueca deliciosa, acompanhar um terço na maravilhosa igreja de São Domingos (igrejas acessíveis são raras na cidade) e andar pela rota acessível.

Passamos pelo Dique do Tororó, pela Arena Fonte Nova, trepidei nas pedras portuguesas da Avenida Sete, vi do Elevador Lacerda uma paisagem nublada e chuvosa da Baía de Todos os Santos, um Mercado Modelo pronto pra receber o turista avido por lembrancinhas e  principalmente, fiquei próxima ao mar.

Tive na Nath minha “cuidadora amiga” uma grande parceira de viagem e mesmo com suas ladeiras sem fim, seus paralelepípedos intransponíveis e uma rede hoteleira com quartos e banheiros que de acessíveis não tem nada, volto logo Salvador porque o baiano é a principal atração da cidade.